Diversidade & Criatividade
- Juliana LC
- 11 de mar.
- 1 min de leitura

A diversidade nem sempre é perceptível para quem observa o “diverso”.
Muitos ocidentais olham para asiáticos e têm a impressão de que todos são iguais. A diferença, porém, é tão grande que as diferenças dentro dessa própria diferença acabam se tornando invisíveis.
Reconhecer as singularidades exige uma forma de educação cultural e estética.
Os peixes provavelmente nos olham como se fôssemos todos idênticos.
Perceber as singularidades faz parte essencial da inteligência.
Só posso reconhecer o outro como meu igual quando o diferencio o suficiente para compreender que ele é uma peça rara e insubstituível, assim como eu.
É aí que nasce a possibilidade da criatividade entre nós.
A criatividade pertence à família do movimento, da fluidez, da nuance e da singularidade, o oposto da homogeneização.
No meu trabalho de acompanhamento psicocorporal, reconhecer a singularidade atua em níveis muito simples:
• Perceptivo: aprender a ver as diferenças em vez de reduzir as pessoas a categorias, relaxando o olhar e devolvendo movimento aos olhos.
• Cultural: compreender que as formas de ser, falar e pensar são moldadas por contextos diferentes, o que ajuda a aliviar o peso carregado nos ombros.
• Criativo: quando duas singularidades realmente se encontram, algo novo pode emergir, o caminho se faz ao caminhar.
É frequentemente aí que começa uma relação mais justa, consigo mesmo e com os outros.
Escrito por Juliana Camargo



Comentários